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Voluntária pede políticas para prevenir o abandono PDF Imprimir E-mail
Escrito por Simone Salles - Edição: Francisco Brandão   

Tempo Real - 13/4/2005 16h02

A presidente do Instituto Amigos de Lucas (RS), Maria Helena Martinho, declarou há pouco, na audiência pública da comissão especial que analisa o projeto da Lei Nacional da Adoção (PL 1756/03), que o risco de abandono já pode ser detectado no período da gestação. "Faltam medidas governamentais na fase anterior ao nascimento da criança", ressalta.

Maria Helena, que participa do debate da Comissão sobre a necessidade de políticas públicas que previnam o abandono de crianças, considera impossível resolver as dificuldades sobre a adoção sem tratar do abandono. "Não adianta discutir os direitos da crianças, que já estão definidos pela Constituição e pelo Estatuto", destacou.

Alternativa

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) citados pela voluntária, 61% das crianças e adolescentes que vivem em abrigos têm entre 7 e 15 anos, o que diminui as oportunidades de adoção. "O apadrinhamento é uma opção para os que não conseguem ser adotados, principalmente para crianças maiores e com necessidades especiais ou grupos de irmãos", propõe.

Maria Helena destaca ainda que mais da metade dos menores que vivem em abrigos está em processo de adoção. A entidade promove, no Sul, um mutirão jurídico para permitir que essas crianças consigam um lar com mais rapidez.

Laços familiares

A presidente do Grupo de Apoio à Adoção de Goiânia, Vera Lúcia Alves Cardoso, também destacou a necessidade de se estabelecer políticas públicas para recuperar os laços familiares. Vera Lúcia indicou que 87% das crianças que estão em abrigos têm família, mas são vítimas da pobreza e do abandono. Ela estima que os abrigos recebem cerca de 250 mil menores em todo o País.

A presidente do Grupo de Apoio observa que, apesar do grande número de crianças à espera de um lar, também há fila para as famílias interessadas na adoção. "As crianças devem ter convivência familiar para não passar por regras de instituições fechadas, com horários rígidos", afirmou.

Também vai participar da audiência a diretora-executiva da Associação Brasileira Terra de Homens, Cláudia Cabral.

A reunião ocorre no plenário 14.

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