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Projeto Padrinho tem tudo para dar certo PDF Imprimir E-mail

criancaA partir desta terça-feira (17/4), Amambai será a quarta comarca do interior a implantar o Projeto Padrinho, iniciativa criada em 2000, no âmbito do Tribunal de Justiça . Com a grande repercussão obtida na Capital, o projeto  se expandiu para as comarcas de Aquidauana, Corumbá e Rio Brilhante.

Devido ao sucesso obtido, o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Amambai, Dr. Thiago Nagasawa Tanaka, acolheu a idéia e o levou para aquela região.

Apesar de o projeto ser lançado oficialmente nesta semana, Dr. Thiago informa que já existia em sua comarca a preocupação com propiciar algum tipo de apoio psicológico à infância abrigada, permitindo, por exemplo, que famílias locais pudessem receber essas crianças em seus lares durante os finais de semana. Ao conhecer os resultados do projeto, Dr. Thiago resolveu implantá-lo em sua comarca também. “Com o Projeto Padrinho, abre-se o leque e outras formas de assistência podem ser prestadas. Tem tudo para dar certo”, afirma o magistrado, que garante já haver boa aceitação do projeto por parte da sociedade local, mesmo antes de seu lançamento.

Dr. Thiago ressalta que o projeto não visa à adoção, mas, sobretudo, “dar amor e carinho às crianças, de uma maneira simples e rápida”, fazendo alusão ao processo da adoção, que normalmente é lento devido à cautela que naturalmente exige. Atualmente, no Lar do Menor de Amambai, existem 16 abrigados, entre crianças e adolescentes.

Espécies de apadrinhamento

O Projeto Padrinho prevê quatro hipóteses de apadrinhamento: Padrinho Doador, que presta auxílio material aos jovens, como doação de material escolar, roupas, calçados, etc; Padrinho Prestador de Serviços, que oferece seus préstimos gratuitamente, como atendimento médico, odontológico, entre outros; Padrinho Afetivo, este já possui um contato mais próximo com as crianças/adolescentes, oferecendo orientações sobre saúde e educação, entre outras normalmente dispendidas pelos pais aos filhos; por fim, Família Acolhedora, que recebe temporariamente os menores em seus lares, com a duração máxima equivalente ao tempo em que tramitar em juízo o processo correspondente à criança ou ao adolescente apadrinhado. Atualmente, 250 processos tramitam na Vara da Infância e Juventude de Amambai.

Outro aspecto interessante apontado pela assistente social do projeto, Suely Lacerda Courbassier, é o fato de estarem abrigados em Amambai crianças/adolescentes de Coronel Sapucaia, pois o município integra a área de competência do Dr. Thiago. Suely ainda lembra que naquela região é muito freqüente a ocorrência de problemas envolvendo abandono familiar, abuso sexual, violência doméstica, prostituição e uso de drogas. A incidência do alcoolismo nas famílias dos abrigados também já foi detectada pela assistente social, o que só aumenta a importância do projeto e o necessário apoio da população. “Como o abrigo é transitório e há a preocupação em reintegrar as crianças/adolescentes, as famílias também são acompanhadas”, garante.

Atualmente, a equipe do projeto é composta pelo Dr. Thiago Tanaka e pela própria assistente social, Suely Lacerda, que contam com o auxílio de voluntários, como uma psicóloga e uma pedagoga. “A expectativa é que as parcerias aumentem após o lançamento oficial do projeto”, finaliza Dr. Thiago.

Na Capital

O Projeto Padrinho teve origem na Capital, no âmbito da 1ª Vara da Infância e Juventude, em 26 de junho de 2000, estando prestes a completar, portanto, sete anos de bons serviços prestados em prol do bem-estar do menor.

A coordenadora do Projeto, Rosa Pires Aquino, informa que a idéia surgiu “como alternativa de atendimento às crianças cujos processos tramitavam em juízo”, pois, segundo ela, as equipes de apoio (psicólogas, assistentes sociais, por exemplo) que acompanhavam a situação das crianças/adolescentes, limitavam-se a relatar aos órgãos públicos responsáveis as informações e impressões colhidas. Desde então, o Projeto Padrinho passou a viabilizar, afetiva e efetivamente, os atendimentos considerados mais emergenciais.

Em Campo Grande, o Projeto Padrinho “atua como ponto de apoio, buscando orientar e auxiliar as comarcas que desejarem implantar o Projeto também”, garante Rosa. Na Capital, há o acompanhamento de cerca de 140 crianças/adolescentes, em um total de 11 abrigos. Rosa Aquino ainda conta com mais três profissionais em sua equipe: uma assistente social e dois servidores da área administrativa.

Serviço

Para ser um padrinho em Amambai, deve-se procurar o Fórum local e preencher um cadastro. Se a intenção for inscrever-se na condição de Família Acolhedora, deve-se aguardar a visita da assistente social.

A 2ª Vara da Infância e Juventude está localizada na Av. Pedro Manvailer, 827. Telefone: (67) 3481-1905. O lançamento do Projeto será às 19h, na sede da Câmara dos Vereadores de Amambai.

Sobre o Projeto Padrinho em Campo Grande, outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (67) 3317-3429 e 3317-3446, ou pelo e-mail:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Fonte: Tribunal de Justiça MS - 17/04/2007 - 08:03