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Balneário lança o “Família Acolhedora” PDF Imprimir E-mail

No programa, famílias voluntárias poderão abrigar crianças temporariamente

fabriciaFabricia Prado - A partir do dia 1º de março o programa “Família Acolhedora” começará a cadastrar famílias interessadas em abrigar provisoriamente crianças e adolescentes afastadas de seus lares por situação de risco. O objetivo do “Família Acolhedora” é evitar que estas crianças fiquem em abrigos longe da convivência familiar até que sua família de origem se recupere.

O projeto “Família Acolhedora” foi criado pela juíza titular da Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude de Balneário Camboriú, Sônia Maria Mazzeto Moroso, em parceria com a pedagoga especialista em Metodologia de Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Risco, Sandra Maria Córdova D’Agostini. A juíza esclarece que não se trata de um programa de adoção e sim uma oportunidade para que as crianças afastadas da família de origem por sofrerem alguma situação de risco não percam o direito à convivência familiar e comunitária.

Na opinião de Sônia os abrigos não são a melhor opção para as crianças porque neles há uma alta rotatividade de funcionários e o excesso de crianças que geralmente ocupa estes lugares acaba criando uma mecânica de trabalho muito distante de um ambiente familiar. Para ela, os abrigos só funcionam bem quando há uma quantidade pequena de crianças e é possível além de educação e moradia oferecer carinho e respeito à individualidade. Com a execução do “Família Acolhedora” também será possível desafogar os abrigos.

Algumas famílias da região já adotaram o programa que tem gerado bons resultados. O “Família Acolhedora” será realizado inicialmente nos abrigos Casa da Criança e Associação Brasileira Beneficente Cultural e Educativa de Assistência à Família (Abeecaf) de Balneário Camboriú. O programa será executado pela Organização não Governamental (ONG) Passos de Integração, com sede em Itajaí, e pelo Conselho Municipal de Direitos - que conquistou o apoio da Petrobrás – e o Conselho Tutelar de Balneário.

Como funciona

Através do apoio da Petrobrás, a ONG contratou uma assistente social, uma psicóloga, uma pedagoga e uma assistente administrativa. Esta equipe ficará responsável por avaliar a família de origem e a família voluntária. A partir daí, a criança será encaixada num lar que corresponda mais ao seu perfil.

A criança ficará com a família acolhedora e o grupo de profissionais continuará trabalhando com a família de origem para reestruturá-la afim de receber a criança novamente. Caso a família não tenha condições de reintegrar o filho afastado ao lar, a criança será encaminhada para adoção. Mas é importante deixar claro que, neste caso, a “Família Acolhedora” não será necessariamente que adotará a criança.

As famílias voluntárias serão selecionadas dentro de alguns critérios como problemas com a Justiça, problemas de maus tratos, entre outros. Os interessados em participar do programa devem se inscrever a partir do dia 1º de março na Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude de Balneário Camboriú (rua 916, esquina com a 4ª avenida), ou pelo telefone (47) 3363-3577, com Nádia.

Fonte: Tribuna Catarinense - Edição n.º 964 de 23/02/2006