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Projeto beneficia crianças e adolescentes PDF Imprimir E-mail
Escrito por Felipe Rabello Gonçalves   

Lançado pela Prefeitura, o Família Acolhedora tentará levar jovens de volta às suas famílias

A Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Guarulhos lançou nesta sexta-feira, no teatro do Centro Municipal de Educação Adamastor, o projeto Família Acolhedora, a fim de resolver problemas relacionados a crianças e adolescentes de famílias desestabilizadas. A idéia é fazer com que eles retornem às suas famílias de origem passando, primeiramente, um período em outro núcleo familiar.

O projeto pretende acabar com os abrigos para que eles não se tornem um meio de sobrevivência, como afirma o Juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Guarulhos, Daniel Issner. “Eles têm que ser o último recurso, e mesmo assim temporário. Desse modo, o projeto constitui uma alternativa ao abrigamento ao analisar a situação de crianças de 4 anos a 17 anos e 11 meses”. Elas poderão ser encaminhadas a uma família que proporcionará temporariamente condições para que ela venha a ser reintegrada à sua família original.
Esta será preparada por profissionais para receber o jovem de volta.

A Família Acolhedora não adotará a criança, a não ser em ocasiões excepcionais. Ela deve ser apenas um núcleo passageiro de readaptação. O objetivo principal do projeto é o retorno à família de origem. O prazo máximo que a Família Acolhedora pode ficar com uma criança de até cinco anos de idade é de 12 meses. Se o menor tiver mais de cinco anos, o tempo aumenta para 24 meses. As famílias originais receberão o acompanhamento psicossocial, conforme o plano de atendimento formulado pelas equipes técnicas, constituídas por assistentes sociais e psicólogos da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, da Vara da Infância e da Juventude e dos conselheiros tutelares. Essa iniciativa já existe em Campinas com o nome Projeto Sapeca, que garante um salário mínimo para a Família Acolhedora. “No entanto, o projeto consiste em uma idéia mais voluntária”, afirma Maria Lucia Macedo Pereira, diretora do Departamento de Assistência Social e Cidadania.

Os encaminhamentos   podem ser feitos pelos Conselhos Tutelares ou pela Vara da Infância e da Juventude. “É importante que, no momento adequado, haja interação entre a Família Acolhedora e a de origem, mas esta não pode ter acesso ao endereço da primeira para evitar problemas”, explica Richard Pae Kim, juiz de direito da Vara da Infância e da Juventude de Campinas. Ele diz que tem de haver  um consenso entre todos os órgãos participantes, os abrigos e as famílias para que os jovens não fiquem “esquecidos” pela sociedade. “Crianças que não recebem atenção ficam em  situação de risco nas cidades”. Informações: 6440-3711 ou 6408-0330.

Fonte: Olhão - 20/11/2006